Faço as Palavras Cruzadas do... (pode escolher múltiplas respostas):

3.7.09

Noites de Verão, melgas no sótão...

A história que vos conto agora relata aquela que foi a pior noite que passei até hoje e que tem como protagonistas: a minha pessoa, um sótão, uma revista de passatempos, uma noite em claro e... melgas... muitas melgas... mosquitos importunos...

Passados que estão 10 anos, ou mais, sobre este acontecimento, ainda recordo o meu «desespero» como se fosse hoje...

Penso que «desespero» é, de facto, a palavra que marca aquela quente e inesperada noite de Verão...

Tudo se passou no tempo em que o volume de trabalho era tal que as semanas deveriam ter 8 ou 9 dias...

Naquela noite tinha uma revista juvenil de passatempos para terminar (fazia uma revista de 30 passatempos em 3 dias...).
Depois do jantar subi ao sótão «mentalizado» para passar a noite em claro, esperavam-me os últimos passatempos da revista.

Ali estava eu, no meu canto, isolado do mundo, concentradíssimo no processo de criação de passatempos para os mais novos (salvo erro, era uma das revistas do Popeye).

O trabalho corria normalmente até que, no silêncio da noite, pareceu-me ouvir um zumbido... zumbido denuncia melga... fiquei prontamente alerta (detesto melgas)...
o zumbido ficou cada vez mais próximo do meu ouvido... ao ponto de parecer que por ele pretendia entrar... saltei logo da cadeira...
Uma pronta "inspecção" ao local e lá estava ela... pego numa revista, enrolo-a e... tau!... a melga já era!...

Recomposto daquele «nervoso miudinho» próprio destes momentos, volto ao meu posto de trabalho...

No meu canto, isolado do mundo, concentradíssimo...

zzZZzzZZZZ... salto da cadeira... revista na mão... onde está ela?...
Está ali!... tau!...

Volto ao meu canto, isolado do mundo, concentrado...

zzZZzzZZZZ... ?!!!... salto da cadeira... onde está a revista?... onde está a melga?...

TAU!...

Faço uma pausa... tento perceber por onde estão a entrar as melgas... embora seja uma noite quente de verão, e apesar do calor, tenho a janela do sótão fechada...
Inspecciono com bastante atenção as paredes e o tecto do sótão... olha, ali está outra!... de revista em punho... TAU!...

Volto a olhar uma e outra vez... nada!...

Nessa altura já eu olhava para o relógio e fazia as minhas contas... a noite estava a ficar curta para o número de passatempos que ainda tinha para criar...

Bem... vamos lá!...

zzZZzzZZZZ...

...para não cansar o leitor, resumo a história a partir daqui...

Sem qualquer tipo de exagero, matei naquela noite mais de 20 melgas...
Nunca tal me tinha acontecido e ainda hoje tento perceber por onde entraram tantas melgas...
Quanto à revista... pois, escusado será dizer que precisei de mais um dia para terminá-la... um dia após ter passado uma noite em claro a matar melgas...

...no meu canto, isolado do mundo, «(des)concentrado»...

Nota: Nunca mais fiz directas...

Amplexos e ósculos!

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